segunda-feira, 15 de julho de 2013

Bebês + Crianças e Cinto de Segurança


Carro x Papai x Bebê
História
Eu me relaciono com carros desde que nasci; viajávamos em família pelas estradas brasileiras com todos “encaixados” dentro do “veículo da vez”.
Nessa época, havia um carro que vinha de fábrica com um BERÇO atrás do banco traseiro – o Fusca, e ainda haviam carros que tinham uma cama na mesma posição (Brasília, TL, Variant) e até uma área de lazer (Belina, Caravan, Kombi e Veraneiro).
Era uma época em que o cinto de segurança ainda estava provando a sua eficácia. Ainda não eram encontrados carros fabricados no Brasil com cintos de 3 pontos; ou eram cintos abdominais, ou eram cintos diagonais. Nem retráteis eram…
Isso é curioso pois, nas pistas, os carros de corrida utilizavam os modelos de 4pontos (hoje são de 5 pontos), e nas ruas ainda engatinhávamos na segurança dos motoristas e ocupantes.
Na segunda metade da década de 80 surgiram os cintos de segurança de 3 pontos, tal qual conhecemos hoje (retráteis, firmando o quadril e um dos ombros do usuários), e logo ganharam os bancos traseiros.
O cinto de segurança é considerado um item de Segurança Passiva, pois a sua eficácia somente poderá ser comprovada havendo a necessidade de utilização (freada brusca e até colisão).
Lembro que já escutei muitas histórias de pessoas que se salvaram de acidentes por não estar usando o cinto de segurança, mas esses casos são específicos e em uma quantidade tão pequena que posso afirmar que são exceções.
Seu Bebê
A evolução do projeto demorou mas chegou aos bebês, que passaram a utilizar essa ferramenta como garantia de sobrevivência, pois estudos e testes comprovaram que mesmo não havendo colisões, uma desaceleração maior poderia “machucar” a jovem coluna de crianças até 12 meses; por isso ficam acomodadas de frente para a parte traseira do veículo, com as costas e cabeça acomodados e firmados pelo “bebê conforto”. É esse o motivo: a parte mais pesada –cabeça- está apoiada 100% do tempo, e a coluna sempre firme em uma superfície com o formato adequado.
É importante observar que, assim como as fases do aprendizado, as crianças tem fases de crescimento. Com o passar do tempo, certos grupos musculares ficam mais fortes, e permitem suportar o esforço para “controlar” o peso do corpo.

 A Saída da maternidade
Acredite, o lugar mais seguro que pode existir para o seu bebê recém nascido É A CADEIRINHA que você comprou para o transporte no carro. Dê um descanso ao anjo da guarda de seu filho nesse começo de vida, e não deixe a sua esposa, ou sogra, carregar o seu filho no colo nesse trajeto maternidade-casa…
Comece essa relação com o bebê demonstrando o quanto se importa com a sua segurança.



   
 

   
Absurdos…

 Cadeirinhas
0 a 1 ano
Os recém nascidos precisam viajar “de costas”, e acomodados no banco traseiro. Sugerimos que a “cadeirinha” fique acomodada no centro do banco traseiro para que a criança fique protegida nos impactos laterais (estilhaços de vidro, choque lateral), facilite a visualização pelo motorista (em um simples virar de cabeça é possível acompanhar o que está acontecendo) e em caso de precisar carregar alguém, ou mesmo se sentar ao lado para dar alguma assistência (mamadeira por exemplo).

Bebê viaja de costas com o cinto de
segurança acima dos seus ombros.

Essa opção é mais segura se o veículo tiver um cinto de 3 pontos no lugar central do banco traseiro (fabricados no Brasil, Scenic, Picasso e Zafira possuem) pois é necessário que a ele passe por “acima” dos ombros. Algumas cadeirinhas ainda permitem que se faça uma ancoragem em algum ponto do carro, comumente indicado no manual do produto, e até passar o cinto abdominal sobre as pernas do neném.
É importante observar que existem variadas opções de regulagem na altura do cinto de segurança, mas é importante que os cintos ENCOSTEM FIRMEMENTE nos ombros da criança.



As regulagens oferecem maior segurança
aos ocupantes e ao usuário.

Uma criança corretamente acomodada em sua “cadeirinha” viaja com conforto, e os outros ocupantes também permanecem seguros (usando seus cintos de segurança). Assim, ninguém sairá voando e atingindo outros ocupantes em caso de desaceleração repentina que venha a ser causada por um acidente.
Normalmente as crianças ficam nessa posição até os 9 kg, ou 1 ano (o que ocorrer primeiro).
Infelizmente existem pais que não prendem a “cadeirinha” adequadamente, fixando entre os bancos dianteiro-traseiro, sem a utilização de pontos de ancoragem e cintos de segurança. Ainda existem pessoas que nem seguram as crianças com os cintos de segurança.

Há ainda os que colocam a criança no colo, e colocam o cinto de segurança prendendo ambos. Nesse caso, em momento de desaceleração , a criança SOFRERÁ lesões irreversíveis devido ao peso da pessoa que o está segurando, podendo vir a ocorrer óbito. 
1 a 4 anos
E existem variados tipos de cadeirinhas para acomodar de forma segura as crianças dessa faixa etária.
As mais seguras protegem de impactos laterais, se parecem com bancos de competição e são muito envolventes.


Esse modelo já pode ser utilizado com o cinto original do veículo.


Esse modelo vem com cinto
de 5 pontos.

Existem modelos que utilizam o próprio cinto de segurança do veículo, e modelos que tem  seu próprio sistema de segurança. Lembro que com o aumento do peso e do tamanho da criança, é mais prático utilizar o tipo de cadeirinha que usa o próprio cinto de segurança do carro (em conjunto com a cadeirinha) que oferece a segurança necessária.
4 a 7 anos
Essa é a idade em que as crianças JÁ SE ACOSTUMARAM a usar o equipamento de segurança, e não causarão mais problemas tentando ficar sem cinto, a não ser que esse hábito não tenha sido praticado…
Eu ainda prefiro transportar os meus filhos em cadeirinhas com proteção lateral, apesar de já estar permitido por lei transportar o mais velho em um simples “booster”, mas as fotos abaixo demonstram qual o equipamento oferece maior proteção.




A proteção contra impactos laterais, a guia para regular o cinto de segurança na altura
dos ombros e quadril proporcionam maior segurança à criança transportada.

O “booster” ocupa menos espaço, é mais prático, mas oferece menos proteção.
Se seu filho “cabe” confortavelmente na cadeirinha, aproveite até o limite imposto pelo seu tamanho e porte físico.
7anos em diante
À partir dos 7 anos de idade todo ocupante de veículos automotores DEVEM estar seguros pelo uso do cinto de segurança, item obrigatório em todos os veículos comercializados no Brasil.
A utilização do cinto de segurança se faz importante em todos os bancos.
No banco da frente: pois em caso de desaceleração abrupta o ocupante poderá ser arremessado contra o painel, e ainda poderá sofrer o impacto com os “airbags” (caso o carro possua o equipamento).
No banco traseiro: é importante não só o usuário estar com o cinto de segurança devidamente afivelado, como os outros objetos que por ventura estejam sendo transportados dentro do compartimento dos passageiros, devem estar adequadamente amarrados e firmes.
 Procure prender mochilas, bolsas e equipamentos com o cinto de segurança, pois em caso de desaceleração vigorosa (acidente), ocupantes e outros objetos soltos, serão lançados EM CIMA dos ocupantes que estiverem corretamente presos aos cintos, inclusive os do banco dianteiro, causando lesões graves, e até o óbito…
 



Fonte DETRAN-RJ




As 4 fases.


Relação Pais e Filhos
Acreditamos que os pais sempre estarão preocupados com os filhos que viajam “lá atrás” no carro, e as preocupações são pertinentes:
0 a 1 ano
A criança pode se engasgar com a própria saliva, mamadeira ou com um possível refluxo.
O cinto bem regulado nos ombros dificultará que o seu filho “tire” os braços do cinto para “ficar livre”.
1 a 4 anos
A curiosidade da criança poderá causar acidentes, especialmente na operação dos “vidros elétricos”.
O cinto bem regulado nos ombros dificultará que o seu filho “tire” os braços do cinto para “ficar livre”.
Essa é a fase em que as crianças testam os seus pais ao limite, e esse limite pode ser bem pequeno, especialmente quando tentam conseguir TUDO O QUE QUEREM AOS GRITOS. Possivelmente o motorista ficará IRRITADO, TRANSTORNADO. Nesse caso é melhor para o carro em algum lugar seguro para controlar a situação e acalmar-se.
Somente quem tem filhos sabe a LETALIDADE que é uma criança utilizando os 02 pulmões para convencer aos pais dentro de um espaço com menos de 5m²…
Se praticar o USO OBRIGATÓRIO do cinto de segurança e o tom adequado da voz até essa fase, nunca mais terá problemas para transitar com suas crianças em segurança.
Viagens
Com o carro da família
Procure evitar os horários mais quentes do dia (11h às 14h) para que o calor que fica dentro do carro (mesmo com o ar condicionado ligado) não prejudique a criança.
Para entrar na estrada fora desses horários é preciso lembrar que o sol estará em algum dos 4 lados do carro, e se estiver incidindo seus raios em algum dos lados (direito-esquerdo) procure colocar algo que faça uma sombra para melhorar o conforto.
Se o seu filho ainda usa fraldas, é sugerido passar pomada em toda a área do bumbum pois a matéria prima das fraldas descartáveis é sintética, e as chances de irritar a pele são muitas.

Caso o seu filho durma, REDOBRE A ATENÇÃO.

Existem casos em que crianças vieram ao óbito devido à inalação de CO², e outras que foram picadas por mosquitos e sofreram reações alérgicas.
Falando em animais, caso façam trilhas com seus filhos no banco traseiro, procure manter os vidros das janelas, fechados.  Existem lagartas e cobras que ficam nos mais finos galhos, podendo cair para dentro do carro, assim como insetos. Uma picada pode gerar desde reações alérgicas até consequências mais graves.
Com o carro alugado
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